O WA é um projeto de jornalismo literário que abriga reportagens longas, perfis aprofundados, humor inteligente e um estilo editorial que privilegia uma escrita autoral. Valoriza a narrativa bem construída, a apuração extensa e o acabamento literário.
Dessa forma, o WA adota a tradição do longform: textos longos, narrativos e muitas vezes marcados pelo ritmo de crônica. As reportagens contam histórias — com personagens, cenários, curvas dramáticas e desfechos — mesmo quando tratam de temas políticos ou econômicos.
Um dos traços mais reconhecíveis do projeto é o humor sutil, irônico e às vezes quase imperceptível, capaz de comentar tanto situações triviais quanto fenômenos complexos da vida pública. Essa ironia nunca é escancarada; atua como um subtexto.
No WA, o repórter escreve como autor. O “eu” aparece quando necessário; a voz narrativa é permitida quando fortalece a apuração. A redação persegue precisão vocabular, ritmo frasal e clareza. Evita jargões, mas não teme frases longas, desde que bem costuradas.
O WA também se destaca por um processo de edição rigoroso, que lapida o texto até alcançar fluidez narrativa e precisão jornalística — uma experiência quase artesanal. Reportagens convivem com contos, ensaios, crônicas e formatos híbridos. Essa heterogeneidade forma um mosaico singular. Mesmo em temas políticos, o tom costuma ser mais observacional do que engajador, sempre atento à complexidade humana e distante de julgamentos explícitos.
No centro de tudo, o WA reafirma uma crença simples: boas histórias importam — e quando são contadas com rigor, sensibilidade e estilo, ajudam a compreender melhor o mundo que nos cerca.
