Hoje me bateu uma saudade imensa de você e, por algum motivo que não consigo explicar, eu só queria que soubesse disso de alguma forma, mesmo tendo todos os motivos desta vida para desejar a paz de querê-lo bem longe de mim.
Na verdade, senti falta do seu jeito, do seu dom de encontrar todos os assuntos que me agradavam quando o silêncio encontrava brecha entre nós. Mas eu sei que você se foi e, talvez, eu já não me importe mais — ou pelo menos tento acreditar nisso.
Admito que meu peito ainda arde de expectativa toda vez que viro os olhos, com a esperança de que você apareça para me salvar quando a conversa fica entediante. Ainda assim, sinto também que poderia passar a vida inteira sendo feliz ao lado de outra pessoa, embora exista o risco de que ela nunca seja tão parecida comigo quanto você sempre foi.
Mas estou cansado de jogar com a vida. Desde então, não encontrei mais ninguém interessante no mundo — ou alguém que simplesmente tornasse meus dias mais leves.
Me sinto maduro o suficiente para não querer mais controlar o mundo nem os passos das pessoas ao meu redor. Ainda assim, nunca imaginei o quanto é difícil ver quem amamos não suspirar por nós. Será que estou indo na direção contrária?
Seria impossível contar quantas vezes me senti tão perdido a ponto de acreditar que não há volta, como se as pessoas que poderiam realmente me interessar estivessem, aos poucos, desaparecendo.
