Will Assunção, ex-assessor de imprensa de Procópio Alencar — morto na tragédia de 24 de novembro de 2012 — guarda o que acredita ser a última receita emitida pelo médico pouco antes de este ser alvejado por Claudionor Galvão de Oliveira. “Guardo comigo uma recordação dos serviços prestados, como médico, e da humanidade cativante de Procópio Alencar”, revela Assunção.

O ex-assessor se debruçou sobre a tragédia para produzir um artigo científico durante a sua pós-graduação em comunicação, no Instituto Juvêncio Terra, no mesmo ano dos ataques. Assunção defende que o episódio de 24 de novembro deva ser discutido amplamente para que seja entendido e superado. Para o especialista, é necessário compreender o ocorrido para que a tragédia nunca se repita.

Assunção pontua que entender requer clareza e racionalidade, pois a emoção deve ser afastada no momento da apuração. “Toda tragédia deve ser relembrada, estudada, entendida e tratada com seriedade e, neste caso, analisada pela lente do jornalismo, pois pertence à história da humanidade”, pontuou. “É dever do jornalismo quebrar tabus e desmistificar determinados paradigmas que ganham força no desfecho da própria história”, defende.

O WA publicou uma série de reportagens que trouxe análises e uma retrospectiva sobre o atentado — caracterizado por múltiplos ataques — que deixou quatro pessoas mortas e outras três feridas.